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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Confie no Espírito Santo que está em você
Hoje o Senhor lhe diz: “Vida no Espírito é vida de fé”. É preciso confiar no Espírito Santo que está em você. Confiar na terra, no solo maravilhoso que é você. Solo de Deus. Confie neste solo e na semente que em você foi plantada por Jesus. E seja paciente.
Não seja injusto consigo mesmo e com o Espírito Santo. Quem gosta de injustiças é o diabo. Ele quer maltratar-lhe com a autocondenação. Você se atormenta, se condena achando que não é uma boa pessoa, que sua conversão não foi verdadeira, que suas raízes são péssimas, que continua sendo a mesma pessoa, que não tem jeito, não tem solução, que continua com seu mau gênio, suas manias, seus pecados de sempre.
Acredite sem ver. Quando se vê, não é mais fé.
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
(Trecho do livro "O Espírito sopra onde quer" de monsenhor Jonas Abib)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Persevere nos sonhos que Deus tem para você !

Perseverança, a medida certa
Uma maneira concreta de extrair a vida de alguém é roubar os sonhos que lhe são próprios. Nossos sonhos e esperanças são a força que faz a vida desabrochar dentro de nós. É triste, mas infelizmente real, nos encontrarmos contemporaneamente com muitas pessoas que já deixaram de sonhar e de acreditar que a vida pode ser melhor, que o sonho pode se encarnar e que a esperança pode florescer.
Não é custoso perceber que, na maioria das vezes, as frustrações acontecem porque se espera por coisas que não deveriam ser buscadas (esperadas). Confia-se em promessas irreais e, por fim, acaba não existindo uma concreta perseverança naquilo que é essencial e que deveria realmente ser buscado.
Existem muitos que apostam “tudo” em ilusões e em relacionamentos desleais (impossíveis), pautando a vida em realidades sem um fundamento que possa, verdadeiramente, saciar a ausência presente na vida e no coração.
A esperança é, sem dúvida alguma, a seiva motriz da vida. Porém, é preciso esperar bem, aprendendo a escolher sabiamente em quem esperar, para que assim a perseverança e a luta pelo que se sonha sejam possíveis e, esse sonho possa verdadeiramente assumir cores de realidade.
Quando se luta por sonhos ancorados em um fundamento além de nós mesmos, em que as esperanças se prendem a elementos de eternidade e se construam sob a lógica do amor, a vida começa, de fato, a ter e a ser sentido.
É preciso sonhar bem com realidades nas quais não esteja em jogo somente a “minha” (egoísta) felicidade. No ato de sonhar precisam estar contidas realizações que despertem, também em outros, a vontade de sonhar.
Enfim, detectada a veracidade e a consistência de nossa esperança (sonho), é necessário que nos lancemos no universo da perseverança, para que assim possamos construir o que buscamos, e isso a partir de nossa luta e persistência. Isso mesmo: persistência. É preciso perseguirmos nossos ideais sem nos determos nos “encantos” do caminho.
Existem muitos sonhos que o próprio Criador compôs dentro de nós. Esses são sempre possíveis e reais e necessitam de nossa perseverança para se concretizarem.
Quando o desânimo e o cansaço, sintomas próprios do caminhar, fizerem morada dentro de nós, precisaremos reagir aos mesmos ,munidos da força da perseverança e do espírito de luta, pois a perseverança é sempre a medida certa para grandes realizações.
Sem perseverança e persistência não poderá haver uma real vitória. Sem uma luta persistente, nosso sonho continuará apenas sonho. São nossas iniciativas – aliadas a um Amor maior – que os poderão trazer, com intensidade, ao protagonismo da realidade (da nossa vida).
Mesmo quando nosso sonho parecer cair por terra, faz-se necessário continuar crendo e perseverando, cientes de que toda vitória é precedida por algumas quedas e por uma concreta “não desistência”.
Independentemente do quanto já foi percorrido ou ainda falta caminhar, necessário e bom é prosseguir perseguindo a meta, não deixando de acreditar diante dos insucessos e sabendo que a perseverança é a medida certa para toda e qualquer vitória.
Não desista de seus sonhos e lute, lute sempre, pois, a vida reserva belas surpresas para aqueles que não desistem dela.
Coragem!
Pe. Adriano Zandoná
(texto disponível em: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12528 )
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Tu és Bendita, Mãe!
- Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre
(Lc, 1.28.42).
Quem sou eu para não dizer que Tu és Bendita Mãe, se o próprio Deus, por meio do Arcanjo Gabriel (Mensageiro de Deus) o disse?!
Tu és Bendita sim, Mãe!
Neste dia especial, festa de Nossa Senhora do Rosário, só tenho a agradecer tantas graças e favores com que a Mãe das mães me cumula! Obrigada Mãe, por ser um presente, tão presente, em minha vida!
Não tenho palavras para descrever minha devoção por ti, minha intercessora junto à Jesus!!!
Obrigada, sobretudo, por cuidar com especial carinho de todos aqueles que eu amo!
Obrigada por eu ser sua filhinha e por você me conduzir e me tratar como criança no seu colo!
Obrigada por cada vez mais me levar para perto de seu Filho, Jesus!!!
- Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra!
(Lc 1,28).
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO, ROGAI POR NÓS!!!
Quem sou eu para não dizer que Tu és Bendita Mãe, se o próprio Deus, por meio do Arcanjo Gabriel (Mensageiro de Deus) o disse?!
Tu és Bendita sim, Mãe!
Neste dia especial, festa de Nossa Senhora do Rosário, só tenho a agradecer tantas graças e favores com que a Mãe das mães me cumula! Obrigada Mãe, por ser um presente, tão presente, em minha vida!
Não tenho palavras para descrever minha devoção por ti, minha intercessora junto à Jesus!!!
Obrigada, sobretudo, por cuidar com especial carinho de todos aqueles que eu amo!
Obrigada por eu ser sua filhinha e por você me conduzir e me tratar como criança no seu colo!
Obrigada por cada vez mais me levar para perto de seu Filho, Jesus!!!
- Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra!
(Lc 1,28).
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO, ROGAI POR NÓS!!!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Quem confia nas próprias forças vive iludido
Deus sabe tirar de tudo um bem. A história de Abel, que elimina Caim, seu irmão; a de José do Egito, que é vendido por seus irmãos; bem como a própria história de Jesus e também a de nosso tempo é cheia de violência. O que vemos com essas realidades é a presença de muitos homens que tentam de todos os modos se libertar de outros que os incomodavam de alguma forma, não ouvindo a Deus e deixando-se conduzir pelos próprios caminhos e instintos.
No entanto, a Palavra de Deus nos alerta: "Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana enquanto o seu coração se afasta do Senhor" (Jeremias 17,5).
Pois os projetos dos homens não são decisivos e não têm a última palavra. Tudo está nas mãos de Deus Pai, pleno de bondade, luz e misericórdia, que tudo encaminha para o nosso bem, apesar do mal que praticamos e maquinamos.
Quem confia nas próprias forças vive iludido. Mas aquele que põe a sua confiança em Deus encontra a verdadeira alegria: "Eis que tudo o que ele faz vai prosperar" (Salmo 1).
"É feliz quem a Deus se confia. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte" (Salmo 39(40), 5).
Senhor, dê-nos a graça de encontrarmos a verdadeira paz, para que vivamos segundo Sua justiça!
Jesus, eu confio em Vós!
No entanto, a Palavra de Deus nos alerta: "Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana enquanto o seu coração se afasta do Senhor" (Jeremias 17,5).
Pois os projetos dos homens não são decisivos e não têm a última palavra. Tudo está nas mãos de Deus Pai, pleno de bondade, luz e misericórdia, que tudo encaminha para o nosso bem, apesar do mal que praticamos e maquinamos.
Quem confia nas próprias forças vive iludido. Mas aquele que põe a sua confiança em Deus encontra a verdadeira alegria: "Eis que tudo o que ele faz vai prosperar" (Salmo 1).
"É feliz quem a Deus se confia. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte" (Salmo 39(40), 5).
Senhor, dê-nos a graça de encontrarmos a verdadeira paz, para que vivamos segundo Sua justiça!
Jesus, eu confio em Vós!
mensagem do dia 29 de setembro de 2011, disponível em:
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Mãe: Nossa Senhora das Mercês
Hoje, dia de Nossa Senhora das Mercês, é também o dia do aniversário da minha mãezinha querida.
Antes mesmo de eu nascer, minha mãe me consagrou à Nossa Senhora, escolhendo também um dos dias dedicados em honra a Ela para o meu nascimento.
Sou eternamente grata à minha mãe por esse ato de consagração, o qual, sem dúvida, não só influi, mas dirige toda a minha vida hoje, sempre na direção de Deus. Não é à toa, e nem do nada, que eu sou de Deus, mas sim, porque, antes mesmo de eu existir, já haviam pessoas rezando por mim e sendo fiéis a Ele (isso devo aos meus avós e bisavós) e isso repercutiu até para que eu estivesse aqui, agora, escrevendo este texto.
As pessoas que me conhecem sabem da minha especial devoção por Maria, minha fiel intercessora, sempre presente na minha vida, em todos os sentidos! Mas minha mãe aqui da terra também é maravilhosa, não posso deixar de agradecer de forma especial por ela e por sua vida. Ela sempre rezou e reza muito por mim, e com certeza a fé que tenho herdei grande parte do exemplo, testemunho e confiança dela em Deus e, principalmente, na poderosa intercessão de Nossa Senhora!
Por isso, neste dia tão especial, aniversário da minha mãe, gostaria de honrar as minhas duas mães maravilhosas: minha mãe da terra e minha Mãe do céu!!!
Obrigada Senhor, por essas duas mães perfeitas que o Senhor me deu, obrigada por toda intercessão, orações, fé, exemplos, e cuidados delas, obrigada Senhor por todo amor e carinho delas por mim, obrigada por acreditarem, em meu nome e por mim, em Suas promessas para minha vida!!!
Obrigada porque, por meio da fé e intercessão delas, tantas graças já foram e são derramadas em minha vida!!!
Porque mesmo quando a nossa fé vacila, quando existe alguém intercedendo e acreditando por nós, em nosso nome, o Senhor, em Sua Misericórdia, acolhe e age em nossas vidas...e é este, muitas vezes, o papel da minha mãe e de Maria. Obrigada Senhor, Glórias a Ti, Jesus!!!
Nossa Senhora das Mercês
“... Nossa Senhora da Vitória é dos conquistadores, Nossa Senhora do Desterro é dos peregrinos, Nossa Senhora do Carmo é dos contemplativos, Nossa Senhora da Luz é dos desencaminhados; mas Nossa Senhora das Mercês é de todos, porque a todos indiferentemente está prometendo e oferecendo as mercês que lhe pedirem. Nos tesouros das mercês desta Senhora não só há para o soldado vitória, para o desterrado pátria, para o desencaminhado luz, para os contemplativos favores do céu, mas nenhum título há no mundo, com que a Virgem Maria seja invocada, que debaixo do amplíssimo nome de Nossa Senhora das Mercês não esteja encerrado e que a esta Senhora se não deva pedir com igual confiança.
Estais triste e desconsolado? Não é necessário chamar pela Senhora da Consolação, valei-vos da Senhora das Mercês e ela vos fará mercê de vos consolar. Estais aflito e angustiado? Não é necessário chamar pela Senhora das Angústias, valei-vos da Senhora das Mercês e ela vos fará mercê de vos acudir. Estais pobre e desamparado? Não é necessário chamar pela Senhora do Amparo, valei-vos da Senhora das Mercês e ela vos fará mercê de vos amparar.
Estais embaraçado e temeroso em vossas pretensões? Não é necessário chamar pela Senhora do Bom Sucesso, valei-vos da Virgem das Mercês e ela vos fará mercê de vos dar o sucesso que vos convém. Estais enfermo e desconfiado dos remédios? Não é necessário chamar pela Senhora da Saúde, acudi à Senhora das Mercês e ela vos fará mercê de vô-la dar, se for para o seu serviço.
Estais, finalmente, para embarcar ou para embarcar o que tendes? Não é necessário chamar pela Senhora da Boa Viagem, acudi à Senhora das Mercês e ela vos fará a mercê de vos levar em paz e a salvamento. De sorte que todos os despachos que a Senhora costuma dar, invocada sob tão diferentes títulos como os que tem pelo mundo e em nossa pátria, todos estão incluídos neste das Mercês porque nele se contém todos”.
Pe. Antonio Vieira, S.J. no Sermão de São Pedro Nolasco, na Igreja dos Mercedários de São Luís, no Maranhão.
Fonte: Revista Shalom Maná
disponível em:
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A invocação ou nome de Nossa Senhora das Mercês é uma a mais entre as muitas que são dadas à única Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo e, por isso, mãe espiritual de cada cristão e de toda Igreja.Esta invocação das Mercês data aproximadamente de 1218, quando os maoemetanos dominavam parte da península Ibérica e faziam incursões às terras, praianas da França e Itália e nos mares assaltavam as embarcações para, de toda forma que podiam, roubar, matar e levar para o cativeiro da África, os homens, mulheres e crianças que encontravam.
Os cristãos capturados eram submetidos a trabalhos forçados e à dura escravidão (daí as correntes nas mãos dos anjinhos aos pés de Nossa Senhora das Mercês), da qual podiam livrar-se, renunciando a fé Católica e abraçando as doutrinas e costumes muçulmanos. Diante de tamanho sofrimento, muitos terminavam fazendo a vil troca de Cristo e sua Igreja por Maomé e seus costumes.
Nossa Senhora, compadecida dos seus filhos e filhas, aparece a três jovens: Pedro, Raimundo e Jaime e os convida para que fundem uma Ordem encarregada de socorrer os pobres cristãos e mantê-los na fé e nos costumes. Os três jovens levaram a notícia ao Bispo focal, este ao Papa, e receberam autorização da Igreja para fundarem a "Ordem de Nossa Senhora das Mercês".
No dia 10 de Agosto de agosto de 1218, o Bispo de Barcelona (Espanha), D.Berenguer de Palou, na própria catedral, na presença do rei Jaime I de Aragão e muita gente, Pedro Nolasco e Companheiros faziam a Deus solene entrega de suas vidas para dedicarem-se à Redenção e ajuda dos cristãos na escravidão dos maometanos. A Ordem nasceu, cresceu e espalhou-se em seguida pelo mundo inteiro, tendo como carisma o resgate dos cativos. Desse fato surgiu a devoção a Nossa Senhora das Mercês, cuja festa litúrgica se celebra aos 24 de setembro.
Hoje são outras as escravidões: consumismo, comodismo, secularismo, individualismo, depressão, angustia, medos, desemprego, violência, vícios, fome, divisão, desagregação familiar... Que Nossa Senhora das Mercês, ela que nos deu a grande mercê, seu filho Jesus Cristo, interceda por nós e nos ajude a vencer as escravidões do mundo atual.
A Imagem de Nossa Senhora das Mercês foi esculpida no porões da Igreja lmaculada, dos Freis Capuchinhos de São Paulo e aos 29/09/1929 foi coroada na Igreja das Mercês.
Virgem Maria, Mãe das Mercês, com humildade acorremos a Vós, os membros desta família, certos de que não nos abandonais por causa de nossas limitações e faltas.
Animados pelo vosso amor de Mãe, oferecemo-vos nosso corpo para que o purifiqueis, nossa alma para que a santifiqueis, o que somos e o que temos, consagrando tudo a Vós.
Amparai, protegei, bendizei e guardai sob vossa maternal bondade a todos e a cada um dos membros desta família que se vos consagra totalmente a Vós.
Ó Maria, Mãe e Senhora nossa das Mercês, apresentai-nos ao vosso Filho Jesus, para que, por vosso intermédio alcancemos, na terra, a sua Graça e depois a vida eterna. Amém.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Você crê?
Música: Confia em Mim. - Vida Reluz
" Tecnologicamente, sabemos que Deus nos dá graças atuais para solucionarmos problemas atuais; mas não nos dá graças atuais para solucionarmos preocupações futuras forjadas por uma imaginação desenfreada desprovida de fé."
(Dom Rafael Lhano Cifuentes)
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Deus, na sua infinita Misericórdia,
ainda nos consola apesar da nossa falta de fé e de toda descrença.
Ele não nos abandona, Ele nos acolhe em seus braços e diz: "Filho meu, por que não crês que eu estou contigo, que eu te levo em meus braços e cuido de tudo? Por que não crês que eu estou à frente desse seu problema, tão importante para você e não menos para mim? Por que duvidas tanto das minhas palavras e sinais de que sou Eu que atuo e faço em sua vida??? Ah..se soubesses o tamanho do meu amor por ti, não duvidarias jamais... Basta crer e só o Meu amor te basta!!!"
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"Vem que a tempestade já não pode te abalar------------------------------------------------------------------------
A segurança em meu barco encontrarás
Confia em mim o meu amor te abrigará
Sei que angustiado o coração se endureceu
mas eu entendo tudo o que te aconteceu
Ainda é tempo de voltar para o teu Deus
Não tenhas medo pois eu estou aqui é o teu Senhor quem diz
Quero guiar os passos teus
Vem entrega-te então farei morada em teu coração
E quando anoitecer cansado eu te encontrar
No silêncio teu eu irei te consolar
Nos braços meus descansarás
Forças te darei
Forças te darei"
Vida Reluz - "Confia em Mim"
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
A vontade de Deus e a humana

A vontade de Deus e a humana
Muitos cristãos, decepcionados, se revoltam contra Deus
Jesus afirmou: “Não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 5,30). Aliás, na Agonia no Horto das Oliveiras, Ele assim orou: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; contudo, não se faça como que quero, mas como tu queres” (Mt 16, 39). Deixou magnífico exemplo para Seus seguidores. Santo Agostinho, sabiamente, ensinou que “a vontade é a potência pela qual se erra e se vive com retidão”. Daí a necessidade da atenção para com essa faculdade da alma que pode ser prejudicada pela indecisão ou falta de resolução firme para aderir às inspirações divinas.
Todo progresso espiritual consiste em desejar firmemente seguir os ditames celestes. A egolatria pode sutilmente levar o cristão a não querer se sujeitar à voz de sua consciência. Daí a necessidade da maleabilidade nas mãos do Divino Espírito Santo, para que todas as intenções sejam verdadeiramente retas e não meros caprichos humanos. Eis porque advertia São Paulo aos Filipenses sobre aqueles que buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo (cf. Fl 2,21). Donde ser preciso solicitar sempre a graça da constância para que se fuja da precipitação, da volubilidade, não sendo nunca o discípulo de Cristo irresoluto e instável, conforme advertiu de São Tiago (cf. Tg 1,8).
Para isso mister se faz equilibrar o coração com a inteligência. Estando esta iluminada, cabe à vontade executar com sumo amor e total disposição o que deve ser realizado em cada momento. Aliás, a finalidade última de toda oração deve a total conformidade com os desígnios do Ser Supremo.
Esta imolação da vontade própria é sumamente agradável a Deus. Tudo depende do domínio de si mesmo, o qual torna o cristão imune aos desvios que impedem sua adesão ao bem a ser praticado. Nunca se pode esquecer que a fidelidade, mesmo nas pequenas atitudes, cerra a porta a quase todos os males das potências superiores da alma, pois treina a vontade para o total autodomínio, levando a uma tranquilidade absoluta no falar e no agir, graças ao valor das virtudes internas do espírito. Chega-se então àquela moderação de que fala São Paulo a Timóteo, levando cada um “uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e decoro” (1Tm 2,2). É que aceitar a vontade de Deus em todas as circunstâncias, durante todo o dia, é uma grande prova de amor.
Convém, porém, notar que, sendo Deus luz e amor, Ele se comunica com a pessoa humana de vários modos. São João da Cruz, sem querer, evidentemente, fazer um jogo de palavras diz que “às vezes percebe-se mais conhecimento do que amor; outras, mais amor do que inteligência ..., ou só conhecimento e nada de amor ..., ou só amor sem nenhuma informação do Espírito Santo”. O que vale, contudo, na prática, é a reta intenção de fazer o que Ele quer e não o que cada um desejaria fazer. É que um ato de vontade constante, feito com total dileção para com Deus, vale muito mais do que os grandes heroísmos passageiros, esporádicos. É desse modo que a vontade humana vai se tornando livre e generosa, como era a de Cristo, o qual pode dizer ser Seu alimento fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4,34). É lógico que esta conformidade absoluta com os desígnios de Deus leva o cristão a suportar com paciência todas as incongruências de uma passagem por este "vale de lágrimas" como é o presente exílio nesta terra. Estas provações então purificam o coração como o ouro no crisol.
Quantos cristãos, infelizmente, quando Deus permite qualquer desgosto, por pequenino que este seja, chegam até a se revoltar contra Ele. Ainda bem que o Onipotente é paciente, pois poderia punir imediatamente estes insurgentes. Por tudo isso, o acatamento de tudo que Deus permite se torna fonte maravilhosa de merecimentos. A dependência filial em todas as circunstâncias da vida, este abandono amoroso nas mãos da Divina Providência, este oferecimento habitual nas dificuldades que surgem, esta paciência inalterável atraem o beneplácito do Todo-Poderoso Senhor. É quando o cristão deve se lembrar das palavras de São Paulo aos Coríntios: “Realmente, o leve peso de nossa tribulação no momento presente, prepara-nos, além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória; não que nós olhemos as coisas visíveis, mas para as invisíveis; é que as coisas visíveis são transitórias, ao passo que as invisíveis são eternas” (I Cor 5,417-18). Além do mais, a imperturbabilidade é o venturoso resultado da aceitação de tudo como vindo da mão de Deus. Tudo é, deste modo, contemplado pelo prisma da Divina Sabedoria.
É dessa maneira que o querer humano vai se transformando no querer divino. Pensar, desejar, aspirar, sentir em tudo conforme a adorável Vontade Divina deve ser sempre o grande intuito do verdadeiro imitador de Jesus Cristo.
Todo progresso espiritual consiste em desejar firmemente seguir os ditames celestes. A egolatria pode sutilmente levar o cristão a não querer se sujeitar à voz de sua consciência. Daí a necessidade da maleabilidade nas mãos do Divino Espírito Santo, para que todas as intenções sejam verdadeiramente retas e não meros caprichos humanos. Eis porque advertia São Paulo aos Filipenses sobre aqueles que buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo (cf. Fl 2,21). Donde ser preciso solicitar sempre a graça da constância para que se fuja da precipitação, da volubilidade, não sendo nunca o discípulo de Cristo irresoluto e instável, conforme advertiu de São Tiago (cf. Tg 1,8).
Para isso mister se faz equilibrar o coração com a inteligência. Estando esta iluminada, cabe à vontade executar com sumo amor e total disposição o que deve ser realizado em cada momento. Aliás, a finalidade última de toda oração deve a total conformidade com os desígnios do Ser Supremo.
Esta imolação da vontade própria é sumamente agradável a Deus. Tudo depende do domínio de si mesmo, o qual torna o cristão imune aos desvios que impedem sua adesão ao bem a ser praticado. Nunca se pode esquecer que a fidelidade, mesmo nas pequenas atitudes, cerra a porta a quase todos os males das potências superiores da alma, pois treina a vontade para o total autodomínio, levando a uma tranquilidade absoluta no falar e no agir, graças ao valor das virtudes internas do espírito. Chega-se então àquela moderação de que fala São Paulo a Timóteo, levando cada um “uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e decoro” (1Tm 2,2). É que aceitar a vontade de Deus em todas as circunstâncias, durante todo o dia, é uma grande prova de amor.
Convém, porém, notar que, sendo Deus luz e amor, Ele se comunica com a pessoa humana de vários modos. São João da Cruz, sem querer, evidentemente, fazer um jogo de palavras diz que “às vezes percebe-se mais conhecimento do que amor; outras, mais amor do que inteligência ..., ou só conhecimento e nada de amor ..., ou só amor sem nenhuma informação do Espírito Santo”. O que vale, contudo, na prática, é a reta intenção de fazer o que Ele quer e não o que cada um desejaria fazer. É que um ato de vontade constante, feito com total dileção para com Deus, vale muito mais do que os grandes heroísmos passageiros, esporádicos. É desse modo que a vontade humana vai se tornando livre e generosa, como era a de Cristo, o qual pode dizer ser Seu alimento fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4,34). É lógico que esta conformidade absoluta com os desígnios de Deus leva o cristão a suportar com paciência todas as incongruências de uma passagem por este "vale de lágrimas" como é o presente exílio nesta terra. Estas provações então purificam o coração como o ouro no crisol.
Quantos cristãos, infelizmente, quando Deus permite qualquer desgosto, por pequenino que este seja, chegam até a se revoltar contra Ele. Ainda bem que o Onipotente é paciente, pois poderia punir imediatamente estes insurgentes. Por tudo isso, o acatamento de tudo que Deus permite se torna fonte maravilhosa de merecimentos. A dependência filial em todas as circunstâncias da vida, este abandono amoroso nas mãos da Divina Providência, este oferecimento habitual nas dificuldades que surgem, esta paciência inalterável atraem o beneplácito do Todo-Poderoso Senhor. É quando o cristão deve se lembrar das palavras de São Paulo aos Coríntios: “Realmente, o leve peso de nossa tribulação no momento presente, prepara-nos, além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória; não que nós olhemos as coisas visíveis, mas para as invisíveis; é que as coisas visíveis são transitórias, ao passo que as invisíveis são eternas” (I Cor 5,417-18). Além do mais, a imperturbabilidade é o venturoso resultado da aceitação de tudo como vindo da mão de Deus. Tudo é, deste modo, contemplado pelo prisma da Divina Sabedoria.
É dessa maneira que o querer humano vai se transformando no querer divino. Pensar, desejar, aspirar, sentir em tudo conforme a adorável Vontade Divina deve ser sempre o grande intuito do verdadeiro imitador de Jesus Cristo.
Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos
23/08/2011 - 00h00Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos
Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=12465
terça-feira, 9 de agosto de 2011
VIVER EM UMA CONFIANÇA INCONDICIONAL EM DEUS

Fomos marcados por um conceito de fé totalmente errado, como se fé fosse somente acreditar na existência de Deus, nos dogmas da Igreja, na virgindade da Santíssima Virgem Maria, na ressurreição da carne, na infalibilidade do Papa, com a inteligência. Sem dúvida, também é isso. Mas o primeiro passo de fé não é crer intelectualmente, mas confiar em Deus: naquilo que Ele é. Acreditar nas verdades que a Igreja ensina é uma consequência disso [fé].
Ao ler os Atos dos Apóstolos, vemos que Paulo ia de cidade em cidade pregando o Evangelho. Em todos os lugares, ele deparava com incompreensão, fofocas, perseguição e era sempre levado aos tribunais. Muitas vezes foi condenado; apanhou e foi apedrejado.
Quantas vezes o apóstolo saiu das sinagogas apanhando... Mas em quem Paulo confiava? Em Deus! E porque confiava em Deus, apesar de toda perseguição, ia em frente. Inspirado por Deus, ele foi para Jerusalém, pois queria expor a seus irmãos o que lhe havia acontecido. Queria contar-lhes sua conversão e pregar o Evangelho. E o que aconteceu? Os próprios irmãos, sacerdotes do Deus vivo, se opõem a ele e o levam à prisão. Assim relata o livro dos Atos dos Apóstolos:
“No dia seguinte, resolvido a saber com certeza de que os judeus acusavam Paulo, o tribuno mandou tirar-lhe as correntes; depois ordenou uma reunião dos sumos-sacerdotes com todo o Sinédrio, e mandou Paulo descer para que comparecesse perante eles. Com os olhos fitos no Sinédrio, Paulo declarou: ‘Irmãos, é com uma consciência livre de qualquer remorso que eu procedi para com Deus até este dia’. Mas o sumo-sacerdote Ananias ordenou aos seus assessores que lhe batessem na boca” (At 22,30.23,1-2).
O sumo-sacerdote estava ali para julgar. O réu tinha todo o direito de se defender. O apóstolo dos gentios começou dizendo: “Irmãos, é com uma consciência livre de qualquer remorso que eu procedi para com Deus até este dia”. Mas Ananias, sumo-sacerdote, mandou os que estavam a seu lado que lhe batessem na boca. Incrível: Paulo estava diante de quem? Diante do sumo-sacerdote: o representante de Deus no meio do povo na época.
“Paulo lhe disse então: 'É a ti que Deus vai ferir, parede caiada! Tu te sentas para me julgar segundo a Lei e, sem consideração à Lei, ordenas que me batam?' Os assessores o advertiram: 'Tu insultas o Sumo Sacerdote de Deus!'” (At 23,3-4).
Na verdade, o apóstolo não sabia que se tratava do sumo-sacerdote (havia muito tempo estava fora de Jerusalém), por isso o chamou de hipócrita. Quando o soube, humilhou-se e disse:
“Eu não sabia, irmãos, respondeu Paulo, que ele era o sumo-sacerdote; de fato, está escrito: 'Tu não insultarás o chefe do teu povo'” (At 23,5).
Até as últimas consequências, o apóstolo dos gentios confia unicamente em Deus. Sua fé o faz agir corajosamente.
Como Paulo, temos de confiar exclusivamente em Deus, fundamentados numa fé que nos garante que nossa segurança está n'Ele. Todos, neste mundo, falham: marido, esposa, pai, mãe, filho, sacerdote, bispo... As pessoas nas quais mais confiamos e que mais amamos são humanas e, por isso, falham. Não é que vamos deixar de acreditar nelas. O problema é que, se depositamos nossa confiança apenas em pessoas e, pior: se achamos que elas não erram e não decepcionam, vamos viver de frustração em frustração.
Em Deus está nossa confiança! Quantas esposas se apoiam totalmente em seus maridos. Esquecem que eles são de carne e osso e falham. Consequentemente, as esposas se decepcionam. O mesmo pode acontecer com os homens: se depositam sua confiança na esposa, no trabalho, nos negócios... logo vem a decepção!
Quantas pessoas confiaram unicamente no padre, na religiosa, esquecendo-se de que são pessoas e podem errar. É necessário que caminhemos com elas, porém, nosso apoio está em Deus.
Precisamos reavivar nossa fé. Não é simplesmente acreditar em algumas verdades: é confiar em Deus. Confiar naquilo que Ele é. Não posso confiar em Deus somente se Ele me curar, se resolver meus problemas... Devo confiar no Senhor incondicionalmente: se não obtive a cura desejada, devo continuar confiando n'Ele. Busco, amo e confio em Deus por causa d'Ele, e não pelos benefícios que isso possa me oferecer.
Muitas vezes o Altíssimo faz maravilhas em nossa vida. Ele melhora situações econômicas, reconstrói casamentos, cura doenças... Mas, infelizmente, muitos apoiam sua fé apenas nisto: creem somente se o Senhor fizer o que desejam. Não é assim! Temos o exemplo de Paulo que só teve decepções com seu povo e com o sumo-sacerdote, mas, ainda assim, continuou confiando no Senhor. O alicerce de sua fé não estava nas pessoas, mas unicamente em Deus. Por isso não se decepcionou.
(Trecho extraído do livro "Divina Providência - Considerai como crescem os lírios"de monsenhor Jonas Abib)

Fomos marcados por um conceito de fé totalmente errado, como se fé fosse somente acreditar na existência de Deus, nos dogmas da Igreja, na virgindade da Santíssima Virgem Maria, na ressurreição da carne, na infalibilidade do Papa, com a inteligência. Sem dúvida, também é isso. Mas o primeiro passo de fé não é crer intelectualmente, mas confiar em Deus: naquilo que Ele é. Acreditar nas verdades que a Igreja ensina é uma consequência disso [fé].
Ao ler os Atos dos Apóstolos, vemos que Paulo ia de cidade em cidade pregando o Evangelho. Em todos os lugares, ele deparava com incompreensão, fofocas, perseguição e era sempre levado aos tribunais. Muitas vezes foi condenado; apanhou e foi apedrejado.
Quantas vezes o apóstolo saiu das sinagogas apanhando... Mas em quem Paulo confiava? Em Deus! E porque confiava em Deus, apesar de toda perseguição, ia em frente. Inspirado por Deus, ele foi para Jerusalém, pois queria expor a seus irmãos o que lhe havia acontecido. Queria contar-lhes sua conversão e pregar o Evangelho. E o que aconteceu? Os próprios irmãos, sacerdotes do Deus vivo, se opõem a ele e o levam à prisão. Assim relata o livro dos Atos dos Apóstolos:
“No dia seguinte, resolvido a saber com certeza de que os judeus acusavam Paulo, o tribuno mandou tirar-lhe as correntes; depois ordenou uma reunião dos sumos-sacerdotes com todo o Sinédrio, e mandou Paulo descer para que comparecesse perante eles. Com os olhos fitos no Sinédrio, Paulo declarou: ‘Irmãos, é com uma consciência livre de qualquer remorso que eu procedi para com Deus até este dia’. Mas o sumo-sacerdote Ananias ordenou aos seus assessores que lhe batessem na boca” (At 22,30.23,1-2).
O sumo-sacerdote estava ali para julgar. O réu tinha todo o direito de se defender. O apóstolo dos gentios começou dizendo: “Irmãos, é com uma consciência livre de qualquer remorso que eu procedi para com Deus até este dia”. Mas Ananias, sumo-sacerdote, mandou os que estavam a seu lado que lhe batessem na boca. Incrível: Paulo estava diante de quem? Diante do sumo-sacerdote: o representante de Deus no meio do povo na época.
“Paulo lhe disse então: 'É a ti que Deus vai ferir, parede caiada! Tu te sentas para me julgar segundo a Lei e, sem consideração à Lei, ordenas que me batam?' Os assessores o advertiram: 'Tu insultas o Sumo Sacerdote de Deus!'” (At 23,3-4).
Na verdade, o apóstolo não sabia que se tratava do sumo-sacerdote (havia muito tempo estava fora de Jerusalém), por isso o chamou de hipócrita. Quando o soube, humilhou-se e disse:
“Eu não sabia, irmãos, respondeu Paulo, que ele era o sumo-sacerdote; de fato, está escrito: 'Tu não insultarás o chefe do teu povo'” (At 23,5).
Até as últimas consequências, o apóstolo dos gentios confia unicamente em Deus. Sua fé o faz agir corajosamente.
Como Paulo, temos de confiar exclusivamente em Deus, fundamentados numa fé que nos garante que nossa segurança está n'Ele. Todos, neste mundo, falham: marido, esposa, pai, mãe, filho, sacerdote, bispo... As pessoas nas quais mais confiamos e que mais amamos são humanas e, por isso, falham. Não é que vamos deixar de acreditar nelas. O problema é que, se depositamos nossa confiança apenas em pessoas e, pior: se achamos que elas não erram e não decepcionam, vamos viver de frustração em frustração.
Em Deus está nossa confiança! Quantas esposas se apoiam totalmente em seus maridos. Esquecem que eles são de carne e osso e falham. Consequentemente, as esposas se decepcionam. O mesmo pode acontecer com os homens: se depositam sua confiança na esposa, no trabalho, nos negócios... logo vem a decepção!
Quantas pessoas confiaram unicamente no padre, na religiosa, esquecendo-se de que são pessoas e podem errar. É necessário que caminhemos com elas, porém, nosso apoio está em Deus.
Precisamos reavivar nossa fé. Não é simplesmente acreditar em algumas verdades: é confiar em Deus. Confiar naquilo que Ele é. Não posso confiar em Deus somente se Ele me curar, se resolver meus problemas... Devo confiar no Senhor incondicionalmente: se não obtive a cura desejada, devo continuar confiando n'Ele. Busco, amo e confio em Deus por causa d'Ele, e não pelos benefícios que isso possa me oferecer.
Muitas vezes o Altíssimo faz maravilhas em nossa vida. Ele melhora situações econômicas, reconstrói casamentos, cura doenças... Mas, infelizmente, muitos apoiam sua fé apenas nisto: creem somente se o Senhor fizer o que desejam. Não é assim! Temos o exemplo de Paulo que só teve decepções com seu povo e com o sumo-sacerdote, mas, ainda assim, continuou confiando no Senhor. O alicerce de sua fé não estava nas pessoas, mas unicamente em Deus. Por isso não se decepcionou.
(Trecho extraído do livro "Divina Providência - Considerai como crescem os lírios"de monsenhor Jonas Abib)
terça-feira, 21 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O barco está em alto mar
"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se um com o oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro é renascimento. Assim somos nós: voltar é impossível na existência. Você pode ir em frente e se arriscar. Coragem, o oceano o aguarda!" Autor: Pe. Sérgio Luiz e Silva
sábado, 22 de agosto de 2009
FÉ
EXPECTATIVA e Frustração - PERSPECTIVA e Esperança
Esperava-se justiça em uma causa e ela não veio.
Esperava-se cura de uma doença e ela não aconteceu.
Esperava-se passar em um concurso e não deu.
Esperava-se solucionar um problema e ele complicou ainda mais.
Esperava-se fidelidade amorosa de uma pessoa e houve traição.
Esperava-se uma vitória e o que se apresentou foi derrota.
Esperava-se um Messias libertador e ele veio falando de flores e pardais.
Esperava-se um desfecho triunfante sobre os inimigos e o final foi a morte solitária na cruz.
Certamente você já passou por momentos de frustração em sua vida.Você esperava um determinado desfecho e o que aconteceu foi exatamente o contrário. E o coração ficou ferido, senão despedaçado. Lidar com a decepção não é fácil, pois implica o abandono das expectativas que tínhamos em relação a alguma pessoa ou situação.
Buda dizia que o homem sofre porque tem expectativas. Ele fez uma leitura correta daquilo que nos acontece. Quanto mais expectativas se nutre, mais sofrimento pode ser gerado, pois todas realidades são mutantes e não estão sob o controle de nossos desejos. Não é verdade que isso acontece até mesmo em relação às nossas coisas pessoais? Nós mesmos não damos conta daquilo que acontece em nosso interior.
O que fazer, então? Deixar de esperar? Tornar-se cético? Ou procurar olhar além do que eu espero e acolher a dádiva que cada realidade me apresenta mesmo quando não correspondem exatamente àquilo que eu esperava? Quando nos educamos nesta perspectiva, somos abertos à novidade que a vida como um todo nos apresenta.
Talvez seja isso: deveríamos trocar a EXPECTATIVA pela PERSPECTIVA. O dicionário Aurélio assim define Expectativa: esperança fundada em supostos direitos, probabilidades ou promessas. Já a definição de perspectiva é esta: arte de representar os objetos sobre um plano tais como se apresentam à vista; um aspecto sobre o qual uma coisa se apresenta ; ponto de vista.
Há também, no dicionário, uma equivalência conceitual entre expectativa e perspectiva, mas é interessante notar que o conceito de perspectiva é mais amplo. Se nutro expectativas, baseio-me em "supostos direitos ou probabilidades ou mesmo promessas"; se nutro perspectivas, sei que estou me colocando em um ponto de vista e todo ponto de vista é apenas a vista de um ponto, ou seja, não se tem o domínio da visão do todo, apenas da parte. Nutrir expectativas é querer que aquilo que eu penso ou sinto ou vejo seja a exata compreensão do que esta acontecendo ou do que estou esperando em seu todo. Daí, exatamente, nasce a frustração, pois nenhum de nós consegue perceber o todo, sempre vemos em partes. Ter perspectivas é aceitar a representação que faço, mas sempre sabendo que é de um determinado ponto de vista e não na apreensão do todo.
As Sagradas Escrituras nos situam na direção da perspectiva: "Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações . Pois sabemos que a tribulação produz paciência, a paciência prova fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. E a esperança não engana" (Rm. 5,3-5ª). O termo esperança só aparece depois que são citadas a tribulação, a paciência, ou seja, ultrapassou-se a barreira das expectativas nutridas e das frustrações possíveis e entrou-se no campo da esperança, essa, sim, que não decepciona. Expectativas decepcionam; a esperança não!
E ainda São Paulo que nos fala da impossibilidade de vermos o todo enquanto aqui estamos: "Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente; como eu sou conhecido" (1Cor. 13, 12).Tudo o que aqui percebemos, e conseqüentemente esperamos, é sempre percebido como que num espelho, ainda em parte. Ficar por isso frustrado? Não; ao contrário! Somos livres daquela frustração que se enraíza, pois sabemos que até mesmo uma derrota ou decepção que sofremos é relativa e ali mesmo pode estar embutida uma grande vitória. Ai, sim, está a real esperança que se baseia não no que se percebe, mas na fé e que vai além da história, tocando a meta-história, o que esta além desse plano.
Humanamente a vida lhe foi um fracasso; seus perseguidores o abandonaram; muitos dos que o aclamavam com "vivas" gritavam para que o crucificassem; a resposta para tanto amor doado foi a cruz. Aqueles que nutriam expectativas de um final triunfante para sua missão o abandonaram, como aconteceu com Judas. Mas aqueles que tinham uma perspectiva muito maior do que era apenas visível, superaram o terror da morte e sua frustração e provaram a força da ressurreição.
Pense em relação à sua vida se não é isso que acontece. Creia, espere, vá além, daquilo que os olhos vêem. Aprenda a esperar e a lidar com suas frustrações e decepções. Saiba que a página final da história daquele que crê em Jesus ainda esta por se escrever. E siga em frente, elaborando suas perdas, chorando frustrações e superando etapas. Um dia você conhecerá como hoje você é conhecido!
Autor: Pe. Sérgio Luiz e Silva, C.Ss.R
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