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sexta-feira, 24 de maio de 2013

A alegria reencontrada


"Ninguém me disse que perdoar assemelhava-se a peregrinar. Compreendi-o há pouco tempo, como se despertasse diante de uma paisagem desconhecida. Descortinou-se de repente o longo caminho, chamando-me... E muitos encontros incentivaram-me a seguir adiante. Sozinho, na verdade, eu jamais teria avançado.

Aprendi que há etapas fundamentais e as percorri, auxiliado pelos que andaram o caminho antes de mim. Comecei pela difícil tarefa de admitir que o mal atingiu e feriu meu sentimento do mundo. Depois, consegui expressar minha indignação diante da violência, sem deixar-me levar pelo ímpeto da vingança. A seguir, fui conduzido ao conhecimento interior do sofrimento, em mim e em quem me ofendeu. E me converti, assim, à compaixão. Enfim, percebi que não há como “pagar”, nem mesmo ao preço de uma vida, a dívida que meu agressor contraiu junto a mim. Mas valeria a pena apostar na justiça do perdão? Por que peregrinar?


Respondo recordando ao leitor a “prisão infernal”, que consiste em viver acorrentado a meu ofensor pelo ressentimento e o desejo do revide. Quem espera receber compensação por um prejuízo infinito aprisiona-se indefinidamente. Ora, a dívida do ofensor tem esse caráter infinito, ela jamais será paga, porque atingiu minha dignidade e provocou dor sem medidas. E quando tudo o que ocorre ganha a tonalidade da dor, nada haverá de curá-la.

Mas há uma saída interior. A do ato que jorra surpreendente da liberdade humana, ato espiritual e gracioso, que revela ao mundo o “poder de perdoar”. Somente o perdão quebra a corrente, deixa partir meu ofensor e, em consequência, me liberta.

Desde criança, ouço a prece que diz “perdoai as nossas dívidas, assim como perdoamos a nossos devedores”. Não haveria, nesta prece, sabedoria de vida para mim? Eis como a interpreto: enquanto eu estiver ligado a meu ofensor, estarei também ligado à dívida. Mas se me desligo, não há mais dívida que me prenda. O perdão dado a outro não consistiria, portanto, em acolher o perdão para mim? Afirmo que sou perdoado ao perdoar. Defendo que recebo de volta minha liberdade, quando liberto meu ofensor: – “Tu nada mais me deves, porque nada podes me dar que compense a ofensa que me impuseste. Estás livre, porque a força do perdão me libertou de ti”. E a consequência da liberdade revivida será alegria e paz. 


Torna-se então possível realizar algo em favor de meu antigo ofensor. Se ele nada pode fazer para compensar o mal que me impôs, deve saber ao menos que me maltratou e receber a “pena” salutar que o corrija. Desejo que ele não me ofenda novamente. Tomarei, portanto, as providências para sanar o mal na raiz, sem contentar-me com a vingança que o perpetuaria.

Somente o olhar da compaixão e a compreensão de que nada pode compensar a violência sofrida guiam-me ao ponto de chegada da peregrinação do perdão, ao ato espiritual que revela ao mundo o poder de perdoar. Entre mim e meu ofensor somente, ou com a ajuda de testemunhas, irei confrontá-lo para fazer-lhe correções, com a intenção de reerguer este “companheiro na dor” e libertá-lo da violência que o dominou.


Se for bem sucedido nessa travessia e guiar o violento ao arrependimento de seus atos, se ele se dispuser a uma reparação cujo fim é torná-lo melhor, então, terei ganhado um irmão. Mas se ele não quiser me escutar, se obstinar-se no mal cometido, não restará outra opção senão entregá-lo à misericórdia divina, e afastar-me. Seguirei meu caminho, porém, libertado da dor!


O vínculo humano fundamental não se rompe sem causar sofrimento e agressão em retorno. Resgatar a humanidade, em mim e no outro, eis o que restabelece a alegria de viver. Desgarrara-me no abismo da ofensa, mas reencontrei-me no caminho do perdão. Agora conheço o poder de perdoar. E compreendo a palavra que diz: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.".

autor: Álvaro Mendonça Pimentel - disponível em http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artId=3598

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Liberte-se.

Diga não às idealizações.             
Não faça projeções.
Não existe conto de fadas, nunca existiu.
Não se iluda.
"A paixão de um momento não vale o inferno de uma vida toda" 

fonte: http://youtu.be/l9-lfBU1KZA

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Perigos da Tagarelice





“A boca fala daquilo que o coração está cheio”. (Mt 15,18)
Sabedoria Divina, palavra de Deus.

Cuidado com o seu falar.

Mas principalmente, cuidado com o seu falar sobre o outro.

Falar COM OS OUTROS sobre coisas e vidas alheias é muito fácil, 
difícil é ter coragem de dizer o mesmo, com as MESMAS palavras, diante de quem se fala!

Julgar uma situação, falar de algo que NÃO te pertence e que você NÃO conhece o inteiro teor é imprudência.

E não pense você, que se o comentário não é seu, se não saiu da sua boca, que você está isento de culpa! 
Ah, quem se cala, consente!  Seu dever é o de interromper a fala imprudente e o comentário indevido, vulgo "fofoca".

E não se iluda: a partir do momento que uma palavra sai da sua boca, você não tem mais NENHUM controle sobre ela! Isto é, quem te garante que o que você falou, da sua maneira, ou de uma maneira pior ainda, mas com o seu nome no meio, não irá chegar ao conhecimento da pessoa de quem você falou???
E quase sempre, sempre, chega! 

E sabe o que é pior quando chega? É porque a flecha atirada volta para você mesmo: "a boca fala do que o coração está cheio", esse é seu interior? Cheio de sentimentos ruins, inveja alheia?

  A palavra  maldita é um mal contra você mesmo,  além de não controlá-la, você não pode freá-la, e ela é, nada mais, nada menos, que uma denúncia, uma exposição do que você tem no seu coração. 

Cuidado ao falar dos outros, ainda que seja um comentário despretencioso, cuidado!

 Antes de falar, reflita: 
Eu falaria isso na frente dessa pessoa de quem estou falando? 
Meu comentário é bom? porque se for algo ruim, guarde para você, caso contrário você corre o risco de ser mal interpretado! 
Minhas intenções, ao fazer esse comentário, são realmente boas? 
Meu comentário é, de fato, necessário? 

"Quem vive tagalerando revela segredos;
o homem leal esconde o que precisa" (Provérbios 11, 13)

"Quem vigia a boca protege a própria vida;
arruína-se quem escancara os lábios." (Provérbios 13, 3)

"As intenções do ímpio serão examinadas, e o som de suas palavras chegará até o Senhor,
como prova de seus crimes.
Há um ouvido ciumento escutando tudo;
não lhe escapa o resmungo murmurado.
Evitai, portanto, o inútil resmungar
e, para não maldizer, refreai a língua:
palavra dita em segredo não fica sem sequela,
e boca caluniadora mata a alma. (Sabedoria, 1, 9-11)

"Não repitas jamais o que dizem,
e jamais perderás coisa alguma.
Não contes nada, nem de amigo nem de inimigo;
a menos que o silêncio te renda cúmplice, nada reveles;
pois poderiam ouvir-te e desconfiar-te de ti,
e, chegado o momento, mostrar-te-iam seu ódio.
Ouviste um caso? Sê como um túmulo!
Fica tranquilo, ele não te fará estourar.
Por uma palavra o insensato mete-se em dores,
como a mulher em dores de parto.
Uma flecha cravada na carne da coxa,
tal é a palavra no ventre do tolo." (Eclesiástico 19, 7-12)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Beijar ou não Beijar?

Podem me chamar de "careta", conservadora, pessoa "antiga", não ligo....
mas acho que o mundo de hoje está louco, rápido e superficial demais para os meus valores.
Sei que existem exceções (graças à Deus!), não estou julgando nem condenando ninguém por suas atitudes, afinal, cada um tem a liberdade de ser, agir e pensar do jeito que quiser! Ademais, quem sou eu para julgar alguém ou falar o que é certo e o que é errado, não sou perfeita nem santa....Apenas vi, no texto abaixo, a oportunidade de expressar uma opinião minha, ou melhor, um pouco da maneira como eu enxergo as coisas, dentro dos meus valores... e viva a liberdade de expressão!

shalom
Beijar ou não beijar?
2010-12-01 07:41:00
-
"Eu estava conversando com alguns amigos alguns dias atrás e uma das minhas amigas contou de um "jogo" que ela sabia ou que viu pessoas jogando (talvez ela jogou), numa festa. Ela falou sobre um colar que você coloca em alguém que você quer beijar, se você aceitar o negócio é que você pode beijar a pessoa. O fato é que este, que recebeu o colar, beija duas pessoas: uma ao receber o colar e outra ao passar adiante. Ela falou sobre outros tipos de jogos de beijar que você acaba beijando todo mundo ao redor.
 Não tenho nada contra essa pessoa (ela é uma menina joia) ou contra as pessoas que beijam alguém no mesmo dia que conhecem a outra pessoa. Eu só quero dizer que eu não faria isso e porquê eu não faria.
 Meu corpo é parte de quem eu sou. Eu acredito que eu não sou só a minha alma ou só minha mente. Eu sou o meu corpo. Mesmo se eu acho que sou um pouco gordinho, que eu acho que preciso de uma dieta, ou fazer alguns exercícios a mais, meu corpo sou eu (ou é eu, dependendo de com quem vc faça a concordância verbal). Eu sou corpo e alma (e mente também se você quiser).
 Que que isso tem a ver com eu beijar alguém?
 Bem, é bastante simples. Quando eu beijo alguém eu estou dando a minha boca, uma parte muito sensível e vulnerável do meu corpo, para alguém e, claro, essa outra pessoa faz o mesmo para mim. O negócio é o seguinte: eu estou dando o meu corpo e, claro, estou dando a mim mesmo a alguém. Quando eu falo sobre coisas da minha alma para alguém eu não faço isso para alguém que acabei de conhecer, eu compartilho meus sentimentos com os meus amigos mais próximos. Por que eu deveria compartilhar o meu corpo com alguém que acabei de conhecer?
 Durante a conversa eu disse: "Estou me sentindo um avô". Não estava defendendo o estilo de vida à moda antiga ou voltar para os velhos tempos, mas sou, neste caso, partidário dos amantes românticos. Eu acredito na amizade antes de namoro, eu acredito no beijo como uma forma de demonstrar amor, eu acredito no amor para sempre.
 Quando eu estava escrevendo este post, vi um comercial na MTV, onde você envia uma mensagem de texto com o nome de que você está a fim pra saber se ele / ela beija bem. Esta é realmente a coisa mais importante (ou a primeira) a saber sobre uma pessoa por quem você se sente atraído? E os seus sonhos? Ou qualquer outro aspecto da vida de alguém? Não é importante saber quais são seus planos para o futuro? Ou o que é a coisa mais importante para ele / ela?
 Bem, eu acho que você entendeu o que eu queria dizer. Eu acredito no amor.
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por Felipe Bezerra - Texto retirado dp site da Comunidade Shalon - disponível em: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=5011

domingo, 29 de novembro de 2009

Interpretação


"Se a tua dor te aflige, transforma-a num poema." (Autor desconhecido)


INTERPRETAÇÃO


Ser cobrado pelo que não foi dito,
Ser questionado pelo que se omitiu,
mas que se deixou de dizer,
de fazer, 
querendo fazer o bem.


Ser julgado pelo que se fez,
avaliado pelo que se falou,
mal interpretado,
mal compreendido.


Não ser,
de forma alguma,
entendido.


Como dói.
O dedo é fácil apontar.
Difícil mesmo,
é amar.


Fácil julgar.
Difícil é fazer
o mínimo esforço
para tentar entender.


O verdadeiro amor
não impõe
para amar,
condições .


Amar é
aceitar o outro
como ele é: sem ter a pretensão de mudá-lo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Baseado em fatos reais




Hoje olho para trás e, depois de tanta coisa passar, observo com maior frieza o passado.
Não vou mentir, só não é um olhar totalmente neutro porque ainda existe sentimento dentro de mim.
Na verdade, gostaria que isso não mais existisse, mas há coisas que, infelizmente, não conseguimos controlar.
Ainda que nosso esforço para ser racional seja algo surpreendente: você não manda no seu coração. Você manda nas suas atitudes, faz suas escolhas - o que deixa ou não transparecer. Porém, não dá para esconder de si mesmo o que você, inegavelmente -ainda que o negue para Deus e o mundo - sente.
Olho para trás. Releio emails, revejo cenas, analiso detalhes de uma história.
Como floreamos as coisas quando estamos emocionalmente envolvidos em uma situação.
Percebo a discrepância entre o que eu queria e o que realmente acontecia.
Noto o quanto eu colocava cada palavra, cada ação em uma dimensão muito além do que ela era.
Quando gostamos de alguém, muitas vezes, sem querer, distorcemos os fatos para nós mesmos - manipulamos nossos pensamentos - idealizamos situações de forma a nos colocarmos sempre em uma posição de esperança, de alguém à espera de que algo aconteça.
E esse algo não acontece.
No entanto, naquele momento, não entendemos o porquê disso: estávamos envolvidos, não conseguimos enxergar o que estava nítido em cada atitude, em cada sinal, desde o início. Já era um amor mal correspondido.
O passar do tempo é cruel, não esconde a realidade, torna claro o que estava obscurecido pela avalanche de sentimentos.
No presente, diante de tantas recordações e vestígios do que sobrou, enxergo o óbvio, com muito pesar.
Na hora em que a "ficha cai" a sensação é de raiva, de rigidez consigo mesmo, de não conseguir se perdoar de não ter enxergado as coisas como elas eram, de fato. Nos sentimos como bobos.
Apesar da raiva, existe um consolo: se naquele momento enxergássemos as coisas como elas realmente eram, com certeza não teríamos feito metade dos esforços que empreendemos para conquistar o que tanto desejávamos. E é essa sensação de que fizemos tudo o que podíamos pelo que sonhávamos é que nos alivia. Bem, se não deu certo não foi culpa minha, eu tentei. A nossa sensação de alívio é o algoz dos que, ao acaso, vêem  descobrir - depois de não nos restar mais nenhum sentimento - o que perderam, o que não aproveitaram e o que, literalmente, rejeitaram e jogaram fora. Não, não é "dor de cotovelo", é fato e, quase sempre acontece, de forma muito triste, nas melhores famílias. A maior parte dessas histórias não tem final feliz, salvo as que a outra pessoa de verdade se empenha na reconquista do amor "perdido" - e quando o outro ainda está disposto - ou quando ainda resta um sentimento remanescente em quem foi rejeitado, ainda que ínfimo após tantas decepções. De qualquer forma, melhor não viver por esperar para ver isso. Melhor é "tocar o barco", pois nossa parte já fizemos e, se o outro quiser: ele que se vire.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Triste realidade



Uma amiga minha me mandou o seguinte texto hoje:

¨Ela queria ele, ele queria ela e outras. Ela sofria, ele nem ligava. Ela chorava,ele ria. Ela falava,ele n... Sabia, mais não ouvia. Ele mentia,ela acreditava. Ela o esperava,ele não voltava. Ela queria coisa séria, ele só queria se divertir. Ela demonstrava seus sentimentos, ele brincava. Ela sorria pra ele, ele ria dela. Ela acreditava em tudo o que ele dizia, ele dizia o mesmo para αs outras. Ela se iludia, ele alimentava a ilusão. Ela espera por ele, ele já está em outra. Ela ama, ele gosta. Ela fazia tudo por ele, ele dizia não se contentar com tão pouco. Ela achava que ia dar certo, ele tinha certeza que ia dar errado. Ela queria pra sempre, ele só por um momento. Ela se entregava, ele evitava. Ela falava: eu te amo, ele apenas sorria. Ela ficava por conteúdo, ele ficava por quantidade. Ela procurava o príncipe, ele procurava a próxima. Ela queria "O",ele queria "UMA". Ele descobriu q ela era A ÚNICA, ela descobriu q ele era só MAIS UM.¨

A autoria é desconhecida.
(e não precisa dizer mais nada né - o texto já diz tudo).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Para toda ação...uma reação...

No amor ou na amizade, ou mesmo em família, não importa a relação, seja qual for, o que envolve sentimento está sujeito a isto: Ação e Reação em cadeia....atitudes, omissões, palavras e atos que não se escapam dos olhos fitos da realidade, mais cedo ou mais tarde, vêem à tona como uma avalanche, gota d`água em copo cheio... 
esse texto me fez pensar e repensar uma série de coisas:

"A FITA MÉTRICA DO AMOR - Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade. Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto. Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês. Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho." autora: Martha Medeiros

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Como lidar com pessoas mentirosas

Ainda que seja a pior verdade do mundo, ela ainda é preferível do que a mentira que protege, que camufla, que engana. É TRISTE QUANDO DESCOBRIMOS QUE ALGO SEMPRE FOI MENTIRA. É frustrante quando enxergamos que aquela pesssoa que imaginávamos que era de um jeito, que admirávamos, na verdade não existe, nós que criamos nós que idealizamos, com a ajuda dela, claro. Porque não somos loucos e tão criativos a ponto de criar  uma imagem tão distante daquela que a pessoa nos apresenta como sendo dela. No entanto, um dia as máscaras caem e toda Falsidade, Maldade, e o pior, o próprio caráter da pessoa, aquilo que ela é, se revela. É uma grande decepção, realmente, mas ainda assim é preciso viver a realidade, as coisas como elas são, pois os sonhos são construidos na verdade e não em cima da mentira. Aos mentirosos, aos que iludem, aos falsos, cuidado! Deus protege os que Nele confiam e aos que Ele se entregam, e eu, posso dizer hoje, obrigada Senhor por me mostrar as coisas como elas são e assim viabilizar o meu crescimento e o desapego das coisas que não são e nem foram boas. WALK ON!

  • "A mentira é um recurso utilizado para camuflar a verdade, ou seja, uma idéia falsa que vai muito além de uma omissão e cria uma história que não aconteceu realmente. As pessoas costumam mentir o tempo todo para conseguirem o que desejam ou para impedir a descoberta de um erro. Entretanto, já diz o velho ditado “Mentira tem perna curta”, por isso é fundamental ter cuidado com o que você anda dizendo por aí. Há mentirosos patológicos, capazes de contar tantas mentiras que isso leva a necessidade de fazer sessões de análise com um psicólogo. A melhor forma de lidar com um mentiroso é ignorá-lo, simplesmente não acreditando em nada que ele diz e sempre exigindo alguma prova para saber se a informação dada é real. Você pode ainda aconselhar essa pessoa a procurar ajuda médica, pois um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que a maioria dos mentirosos patológicos sofre também de anomalia no cérebro. "


sábado, 5 de setembro de 2009

Faz de conta....


" O amor quer poupar ao outro, ao qual se volta, todo sentimento de estranheza, portanto ele é extremamente levado à dissimulação e à assimilação, está sempre enganando, e faz um  teatro de igualdade que na verdade não existe. E isso ocorre tão instintivamente que as mulheres que amam negam essa dissimulação e esse engodo tão terno, porém contínuo, e pretendem audaciosamente que o amor torna iguais (o que quer dizer que ele opera um milagre!). - Esse fenômeno é muito simples quando uma pessoa se deixa amar e não precisa fingir, deixando isso à outra, àquela que ama: mas não há peça teatral mais complicada e inextricável do que quando ambas estão plena e mutuamente apaixonadas e cada qual, por conseguinte, renuncia a si e quer igualar-se à outra e identificar-se só com ela: e nenhuma das duas, no final das contas, sabe mais o que deve imitar, o que deve fingir, por que tem de se dar. A bela loucura desse espetáculo é bela demais para este mundo e sutil demais para os olhos humanos. "

 NIETZSCHE, Aurora


Música: Se, de Djavan.

sábado, 29 de agosto de 2009

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"


"O Pequeno Princípe" é um livro cheio de  detalhes, mensagens, algumas explícitas, já outras, que necessitam de um pouco mais de sensibilidade e reflexão , mas que podem ser muito úteis para as nossas vidas se soubermos  interpretá-las e se as colocarmos em prática. 
Uma das quais eu mais gosto: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.".
No trecho abaixo, a raposa esperta ensina o pequeno príncipe a compartilhar e ajuda-lhe a ver que, apesar de existirem muitas e muitas flores parecidas, a rosa dele é única, e foi o tempo que ele dedicou a ela que a fez tão importante.
A raposa ensina ao principezinho que só conhecemos bem aquilo que cativamos. Cativar quer dizer conquistar e requer responsabilidade. O verbo “cativar” também significa “criar laços”. O conhecimento pleno de outra pessoa e o amor que surge entre dois seres humanos só se torna real a partir da experiência da conquista e quando se abre o coração para que isso aconteça. Nesse sentido, cativar significa realmente ser responsável pela pessoa que eu amo.
Responsabilidade por um amor, por um amigo, pelos dons que possuímos e pelo que conquistamos, não importa em qual seara da nossa vida, aquilo que cativamos tem que ser cuidado com amor para que cresça e se frutifique.
 Não devemos ter medo de sermos responsáveis por aquilo que cativamos, que amamos. A irresponsabilidade diante do outro ou o medo diante do novo apenas revela a fraqueza e a insegurança do nosso ser, o que tantas vezes reflete em pura covardia e nos inibe de assumirmos certas responsabilidades ou até de vivermos coisas que seriam grandes fontes de felicidade e de crescimento, pois é muita mais fácil e cômodo continuarmos como estamos, no mesmo lugar.
Para quem tiver a sensibilidade de enxergar o essencial e de ver com os olhos do coração, recomendo a leitura do referido trecho:

XXI
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar" ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis  e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É  a única coisa interessante que eles fazem. Tu procuras galinhas? Eu procuro amigos.
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim  único no mundo. E eu serei para ti  única no mundo...
[...]
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me  tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa então calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor...cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! 
- Que é preciso fazer?perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte, o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração....É preciso ritos.
- O é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
-Ah! Eu vou chorar!
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
-Quis, disse a raposa.
-Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
-Então, não sais lucrando nada!
-Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
-Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam ddesapontadas.
-Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um  transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
-Adeus, disse ele....
-Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa.... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

SAINT- EXUPÉRY. Antoine de. O Pequeno Princípe. 42. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994.

domingo, 23 de agosto de 2009

PARA A VIDA

 A pergunta a se fazer

" É preciso, no momento de contrair matrimônio, fazer-se esta pergunta: acreditas que podes ter uma conversa agradável com essa mulher até a velhice? Todo o resto é transitório no casamento, mas quase o tempo todo da vida em comum se volta à conversa"

 NIETZSCHE, Humano, demasiado humano.