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domingo, 25 de setembro de 2011

Dom de Maria


Sou de Flor !
Mas sou Maria,
de Maria !


Sou mulher !
Sou sensível,
mas sou forte !


Não abandono meu barco !
Não abandonarei meu barco !


Estou firme,
e continuo firme !


De pé,
eu resisto !
Pés no chão !
Sou de aço !
Metade não !
Sou toda ! Inteira !
Vou até o fim !
Acredito,
Sim !!!

vídeo: música: "Um olhar sereno" - Márcio Todeschini
disponível em: http://youtu.be/IgOtI8ARkcE 


Maria,
Mãe,
modelo,
Equilíbrio,
exemplo,
Ternura.
Dor, de Amor,
 por Amor,
vem de Deus - sou de Deus.
Com Maria,
segura estou,
 segura sou,
 segura vou !!!


Maria, abre portas,
PASSA NA FRENTE,
abre caminhos !
Maria de Deus,
Maria minha mãe !!!
Maria SUA mãe !!!
Maria Nossa Mãe !!!
Maria TODA Mãe !!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Doce Paz


"... Espero tudo do Bom Deus, como uma criancinha espera tudo de seu pai".
 (Santa Teresinha do Menino Jesus)



Eis, ruge a tempestade!
A criança o que fará?
Não se perturba...
Espera Jesus, ali está.


Sua bússola é o abandono,
embora o Mestre amado,
no mais profundo sono
pareça mergulhado.


Bem sabe, as criancinhas
não podem naufragar!
E aguarda confiante
de deus o despertar.


"O teu coração vela,
eu creio em ti, Senhor!
Meu Deus, oh! Eu te amo"!...
Ei-la... a morrer de amor!

XXVII - Ária nº 3 - do Livro Santa Teresa do Menino Jesus, Pequena via da infância espiritual (31 quadros alegóricos, com poesias musicadas; original do Carmelo de Lisieux, França) - 1ª ed. em português, 1996, ed. Paulinas.

sábado, 25 de junho de 2011

Na minha alma...

CONFISSÃO

Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!

       MARIO QUINTANA

"Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo"(Guimarães Rosa)
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A Palavra de Deus: trovão e silêncio

No Sinai, Deus falou a Moisés e aos Israelitas. Trovões, relâmpagos e um som de trompa cada vez mais forte, precediam e acompanhavam a Palavra de Deus (Êxodo 19). Séculos mais tarde, o profeta Elias volta à mesma montanha de Deus. Ali revive a experiência dos seus antepassados: tempestade, tremores de terra e fogo, e ele prontifica-se a escutar Deus falando-lhe no trovão. Mas o Senhor não está nos fenômenos tradicionais do seu poder. Quando o grande barulho pára, Elias ouve «o murmúrio de uma brisa suave», e então Deus fala-lhe (1 Reis 19).Deus fala com voz forte ou numa brisa de silêncio? Temos de tomar como modelo o povo reunido ao pé do Sinai ou o profeta Elias? Provavelmente isto é uma falsa alternativa. Os fenômenos terríveis que acompanham o dom dos dez mandamentos sublinham a sua importância. Guardar os mandamentos ou rejeitá-los é uma questão de vida ou de morte. Quem vê uma criança correr em direção a um carro que passa, tem muitas razões para gritar tão alto quanto consiga. Em situações análogas, os profetas anunciaram a palavra de Deus de forma a fazer zumbir as orelhas.Palavras ditas com voz forte fazem-se ouvir, impressionam. Mas sabemos bem que elas quase não tocam os corações. Em lugar de acolhimento, elas encontram resistência. A experiência de Elias mostra que Deus não quer impressionar, mas ser compreendido e acolhido. Deus escolheu «o murmúrio de uma brisa suave» para falar. É um paradoxo:

Deus é silencioso e no entanto fala

Quando a palavra de Deus se faz «o murmúrio de uma brisa suave», ela é mais eficaz do que nunca para transformar os nossos corações. A tempestade do monte Sinai abria fendas nos rochedos, mas a palavra silenciosa de Deus é capaz de quebrar os corações de pedra. Para o próprio Elias, o silêncio súbito era provavelmente mais temível do que a tempestade e o trovão. As poderosas manifestações de Deus eram-lhe, em certo sentido, familiares. É o silêncio de Deus que desconcerta, porque é muito diferente de tudo o que Elias conhecia até então. O silêncio prepara-nos para um novo encontro com Deus. No silêncio, a palavra de Deus pode atingir os recantos escondidos dos nossos corações. No silêncio, ela revela-se «mais penetrante do que uma espada de dois gumes, penetra até à divisão da alma e do corpo» (Hebreus 4,12). Fazendo silêncio, deixamos de esconder-nos diante de Deus, e a luz de Cristo pode atingir, curar e mesmo transformar aquilo de que temos vergonha.

Silêncio e amor

Cristo diz: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei» (João 15,12). Precisamos de silêncio para acolher estas palavras e pô-las em prática. Quando estamos agitados e inquietos, temos tantos argumentos e razões para não perdoar e para não amar facilmente. Mas quando temos «a nossa alma em paz e silêncio», estas razões desaparecem. Talvez por vezes evitemos o silêncio, preferindo-lhe qualquer barulho, palavras ou distrações quaisquer que elas sejam, porque a paz interior é uma questão arriscada: torna-nos vazios e pobres, dissolve a amargura e as revoltas e leva-nos ao dom de nós mesmos. Silenciosos e pobres, os nossos corações são conquistados pelo Espírito Santo, cheios de um amor incondicional. De forma humilde mas certa, o silêncio leva a amar.

Retirado do Texto "O valor do Silêncio" Disponível em:  http://www.taize.fr/pt_article1720.html

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

JARDIM INTERIOR




JARDIM INTERIOR

Todos os jardins deviam ser fechados,
       com altos muros de um cinza muito pálido,
 onde uma fonte
 pudesse cantar
 sozinha
entre o vermelho dos cravos
O que mata um jardim não é mesmo
  ausência
     o abandono...
      O que mata um jardim é esse olhar vazio
  de quem por eles passa indiferente.


          MARIO QUINTANA

sábado, 22 de agosto de 2009

Casarão vazio


A CASA DO TEMPO PERDIDO

Bati no portão do tempo perdido, ninguém atendeu.
Bati segunda vez e mais outra e mais outra.
Resposta nenhuma.
A casa do tempo perdido está coberta de hera
pela metade;
a outra metade são cinzas.
Casa onde não mora ninguém,
e eu batendo e chamando
pela dor de chamar e não ser escutado.
Simplesmente bater.
O eco devolve
minha ânsia de entreabrir esses paços gelados.
A noite e o dia se confundem no esperar,
no bater e bater.
O tempo perdido certamente não existe.
É o casarão vazio e condenado.

Carlos Drummond de Andrade